Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas
  • Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas

    Publicado em 28/01/2021 às 10:00

    O ABF surge com o comprometimento de gerar conhecimento sobre as relações e inter-relações entre Agricultura no sentido amplo do termo, as Florestas como ambientes produtivos e de conservação e a Biodiversidade que os integra. O departamento acredita que estas três palavras representam o escopo de atuação das atividades de ensino, pesquisa e extensão do grupo, e que os conhecimentos gerados por estas ações podem ser utilizados em sistemas produtivos comprometidos com a conservação do ambiente e dos recursos naturais, ao mesmo tempo em que promovem o desenvolvimento da sociedade.


  • Publicado em 27/01/2021 às 10:12


  • Processo Seletivo Simplificado – Vagas para Professor Substituto do Ensino Superior

    Publicado em 23/05/2022 às 9:13

    A Diretora do DDP/PRODEGESP torna público o Edital nº 079/2022/DDP, publicado no DOU de 20/05/2022, seção 3, páginas 149 a 151, com a abertura de Processo Seletivo Simplificado para contratação de Professor Substituto por tempo determinado.

    Serão 15 (quinze) vagas para atuação como Professor Substituto do Ensino Superior nos Departamentos da UFSC em Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Joinville e Florianópolis.
    Continue a leitura » »


  • Processo Seletivo Simplificado – Vagas para Professor Substituto do Ensino Superior

    Publicado em 02/05/2022 às 10:36

    A Diretora do DDP/PRODEGESP torna público o Edital nº 067/2022/DDP, publicado no DOU de 29/04/2022, seção 3, páginas 114 e 115, com a abertura de Processo Seletivo Simplificado para contratação de Professor Substituto por tempo determinado.

    Serão 08 (oito) vagas para atuação como Professor Substituto do Ensino Superior nos Departamentos da UFSC em Araranguá, Curitibanos, Joinville e Florianópolis.
    Continue a leitura » »


  • Estudo propõe metodologia para gerar mapas de risco de invasão biológica

    Publicado em 25/11/2021 às 11:53

    Um estudo publicado recentemente pelo Núcleo de Ecologia e Manejo de Insetos, coordenado pelo professor Cesar Augusto Marchioro, propôs uma metodologia para estimar o risco de invasão biológica por insetos-praga em um contexto de mudanças climáticas. Insetos invasores são responsáveis por prejuízos anuais de 70 bilhões de dólares em todo o mundo (aproximadamente 385 bilhões de reais). É consenso entre especialistas que os custos de prevenção são muito inferiores aos valores gastos com o manejo, controle e erradicação de espécies invasoras uma vez que elas se estabeleceram em um novo ambiente.

    O estudo utilizou modelos matemáticos para estimar a distribuição da Diabrotica speciosa, conhecida popularmente como brasileirinha, larva-alfinete ou vaquinha, em cenários climáticos atuais e projetados para o futuro. Para gerar mapas globais do risco de invasão, mapas de distribuição da brasileirinha foram combinados com informações sobre a existência de aeroportos e portos que servem de vias de introdução, e de mapas de probabilidade de invasão e estabelecimento para o século XXI. Os resultados possibilitam identificar quais regiões apresentam maior risco de invasão e podem ser aplicados na definição de áreas prioritárias para a adoção medidas preventivas por órgãos de fiscalização governamentais.

    O artigo intitulado Prevention is better than cure: Integrating habitat suitability and invasion threat to assess global biological invasion risk by insect pests under climate change” foi publicado na revista Pest Management Science.

    Em breve traremos mais informações sobre os estudos realizados por docentes do ABF.


  • Estudo indica potencial de espécie de conífera para uso no Brasil

    Publicado em 31/08/2021 às 10:49

    Coleta da madeira de C. lanceolata. (A) Aspecto da plantação; (B) Derrubada das árvores; (C) Seccionamento nas posições de amostragem; (D) Aspecto das folhas; (E) Marcação das amostras; (F) Exsudação de extrativos na transição madeira-casca

    Um estudo recentemente publicado pelos professores Magnos Alan Vivian, Karina Soares Modes e Mário Dobner Júnior na revista Scientia Florestalis mostra o potencial de uso da espécie Cunninghamia lanceloata como matéria-prima no setor industrial, especialmente para produção de papel e celulose. A espécie C. lancelolata, conhecia popularmente como “pinheiro-chinês”, é uma das mais importantes coníferas plantadas na China. A madeira dessa espécie é considerada de ótima qualidade, sendo amplamente utilizada para construção de edifícios, casas, pontes, navios, móveis, além de mostrar potencial para fabricação de polpa celulósica.

    Para avaliar o potencial do pinheiro-chinês para uso no setor industrial, a pesquisa coordenada pelos professores do ABF em parceria com a ESALQ-USP  avaliou as características fisico-químicas da madeira de C. lanceolata com 24 anos de idade proveniente de uma plantação experimental em Campo Belo do Sul, Santa Catarina. Os resultados mostram que a madeira do pinheiro chinês tem baixa densidade, com teores de cinzas e extrativos dentro da faixa observada para coníferas. Além disso, os traqueídeos apresentam excelentes indicadores anatômicos para produção de papel. Dessa forma, as características físico-químicas da madeira, juntamente com o bom desenvolvimento do pinheiro-chinês nas condições edafoclimáticas brasileiras, confirmam o potencial de C. lancelolata para uso no setor industrial brasileiro.

    O artigo intitulado “Características da madeira de Cunninghamia lanceolata (Chinese fir)” pode ser acessado na íntegra clicando aqui. Em breve publicaremos mais notícias sobre as atividades de pesquisa e extensão realizadas pelos docentes do ABF.


  • Iniciação científica no ABF

    Publicado em 30/08/2021 às 10:47

    No último dia 23 de julho foi publicado o resultado final da distribuição de bolsas de iniciação científica na UFSC. Mais uma vez o ABF foi o departamento com o maior número de docentes contemplados com bolsas PIBIC/PIBIT no Centro de Ciências Rurais do Campus de Curitibanos. Do total de 23 bolsas recebidas pelo Centro, 12 (52,2%) foram destinadas a docentes do ABF. A iniciação científica geralmente é o primeiro contato de um aluno de graduação com a prática do método científico, sendo uma atividade essencial para o desenvolvimento do pensamento científico, para a sistematização de ideias, e a comunicação científica. Trata-se de um instrumento de aprendizagem. Para o docente, além de uma oportunidade de contribuir com o desenvolvimento intelectual do aluno supervisionado, é uma maneira de desenvolver estudos científicos na sua área de atuação.

    A distribuição das bolsas PIBIC/PIBIT também mostrou que o campus ainda tem muito a se desenvolver. Os campi fora da sede receberam um total de 119 bolsas PIBIC/PIBIT, o que equivale a apenas 12,7% do total recebido pela UFSC (938 bolsas), e o Campus de Curitibanos foi o que menos recebeu bolsas. No que depender do ABF, os docentes  continuarão a contribuir para o desenvolvimento científico do Campus de Curitibanos.


  • Efeitos de condições de frio nas taxas de crescimento da Araucária

    Publicado em 30/07/2021 às 8:21

    Estudo realizado por pesquisadores de universidades do Brasil (UFSC, USP, Unissinos), Argentina (Unv. Nacional Cuyo) e Chile (Univ. Mayor), verificaram que a ocorrência de eventos de frio extremo que afetam o crescimento e podem representar uma ameaça climática para a araucária, Araucaria angustifolia. O estudo foi publicado na revista Dendrochronologia (https://doi.org/10.1016/j.dendro.2021.125858).

    Fonte: Marcelo Scipioni

    Um dos integrantes do estudo é o professor Marcelo Scipioni do Departamento Agricultura, Biodiversidade e Florestas, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), campus Curitibanos, especialista em árvores gigantes. Segundo o professor Marcelo, nesta pesquisa os estudiosos identificaram “anéis de geadas”, que são danos causados por congelamento do tecido. Resultados mostraram que, em geral, a ocorrência de eventos extremos de frio são ameaças à conservação da espécie, principalmente em árvores jovens, que possuem a casca fina e portanto, não protege do congelamento, formando o dano por geada no tronco da árvore. O estudo também demonstrou que o evento climático de frio extremo com presença de neve afeta o crescimento da araucária no ano posterior ao evento.

    Link para maiores informações sobre o estudo:

    https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2021/07/28/infografico-frio-extremo-com-acumulo-de-neve-e-ameaca-a-conservacao-das-araucarias-em-sc-diz-pesquisa.ghtml


  • Pesquisa de professoras do ABF mostra potencial contra o câncer

    Publicado em 31/05/2021 às 17:07

    Fonte: Mauricio Mercadante/CC BY-NC-SA 2.0

    Uma pesquisa coordenada pelas professoras do ABF Evelyn Winter da Silva e Greicy Michelle Marafiga Conterato avaliou o potencial de extratos da cerejeira-do-mato (Eugenia involucrata) no combate a células de câncer de pâncreas. O estudo foi publicado na revista Food Research International e recentemente divulgado pelo portal de notícias G1. A pesquisa ainda está em fase inicial e foi realizada com culturas de células em laboratório, e por isso testes ainda são necessários para comprovar o potencial antitumoral da cerejeira-do-mato.

    Além do potencial efeito antitumoral,  a cerejeira-do-mato também é uma importante fonte de vitaminas, minerais e de compostos antioxidantes que são importantes na prevenção de doenças. Curiosamente, cada parte da planta apresentou propriedades distintas. Enquanto a folha possui atividade antitumoral, os frutos e sementes da planta tiveram maior atividade antioxidante.

    A cerejeira-do-mato é uma espécie endêmica do bioma mata atlântica e, no Brasil, ocorre desde o estado de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. A árvore é muito procurada para fins ornamentais e pode atingir de 5 a 10 metros de altura. Também é muito utilizada na recuperação de áreas degradas, pois os frutos, que se desenvolvem entre outubro e dezembro, atraem muitas aves. O fruto é caracterizado pelo sabor doce e intenso, e pode ser utilizado na fabricação de geleias, licores e sorvete.

    Acesse o espaço das professoras Evelyn e Greicy para conhecer um pouco mais sobre as pesquisas que realizam na UFSC de curitibanos.

     


  • Arte no ABF

    Publicado em 06/04/2021 às 9:54

    Laura Vezzani, bolsista da Secretaria de Arte e Cultura da UFSC que desenvolveu o projeto

    Não é só de ensino e pesquisa que vive o ABF. Diversas atividades de extensão coordenadas pelos docentes e executadas por alunos de graduação e pós-graduação também são realizadas no departamento. Um desses projetos, coordenado pelos docentes Adriana Terumi Itako e João Batista Tolentino Jr., estimula as habilidades artísticas aplicadas à área das ciências agrárias. O projeto intitulado “Desenhando e desvendando os fungos fitopatogênicos” foi realizado entre 2017 e 2020 pela bolsista da Secretaria de Arte e Cultura da UFSC Laura Vezzani, que nesse período era estudante do curso de Engenharia Florestal.

    O projeto teve como objetivo incentivar estudantes do campus no processo de criação artístico-cultural na temática de ilustração científica de microrganismos, especialmente os que causam doenças em plantas.  Durante a realização do trabalho, a estudante ilustrou mais de 15 plantas acometidas por diferentes doenças e desenvolveu pranchas ilustradas com os desenhos científicos. A ilustração das partes vegetais e seus principais sintomas iniciaram com atenção para a escala e as proporções e os detalhes foram definidos com o auxílio de instrumentos como compassos e réguas. O esboço foi realizado em grafite e as ilustrações finais foram feitas com tinta aquarelada em pastilhas ou em pasta.

    Os desenhos criados durante a execução do projeto foram apresentados no Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU) em 2018 e 2021. Além disso, os desenhos foram expostos durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia realizada no campus de Curitibanos em 2017 e 2019.  Abaixo é possível admirar alguns dos desenhos criados pela Engenheira Florestal e artista Laura Vezzani:


  • Fazendo ciência no ABF

    Publicado em 29/03/2021 às 9:46

    Os professores do ABF Alexandre Siminski e Karine Louise dos Santos publicaram um artigo científico sobre a dinâmica da regeneração natural em áreas previamente destinadas à agricultura. Nesse estudo, a estrutura da vegetação e a composição florística foram caracterizadas em remanescentes vegetais com idades entre 2 e 60 anos no estado de Santa Catarina. No total, os autores encontraram 11.455 espécies arbóreas pertencentes a 334 espécies e 71 famílias! Quanto maior o tempo de regeneração natural, mais diversas e estruturalmente complexas as florestas se tornaram.

    O trabalho publicado pelos docentes do ABF contribui para a seleção de espécies adequadas para o desenvolvimento de estratégias de restauração. Além disso, os dados gerados pelo estudo têm importantes implicações para a a restauração da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo. O artigo completo publicado na revista Frontiers in Forests and Global Change pode ser obtido gratuitamente nesse link.

    Parabéns aos docentes Alexandre Siminski, Karine Louise dos Santos e ao ABF por mais uma contribuição científica.


  • Trabalho em tempo de pandemia

    Publicado em 08/03/2021 às 10:17

    Apesar das aulas do semestre 2020/2 estarem sendo ministradas na modalidade remota, docentes e alunos continuam exercendo suas atividades de pesquisa e extensão. Recentemente, docentes vinculados ao ABF publicaram um estudo na revista Biologia sobre a comunidade de fungos micorrízicos arbusculares em um sistema agroflorestal (SAF). Além de docentes do departamento, o estudo contou com a participação de estudantes  dos cursos de graduação de Agronomia e Engenharia Florestal, e do curso de Mestrado em Ecosistemas Agrícolas e Naturais.

    Nesse trabalho, os autores mostram que a diversidade e dominância de fungos microrrízicos arbusculares no SAF e no ambiente natural foram similares. Essa informação contribui para o aumento no conhecimento sobre a estrutura da comunidade de fungos micorrízicos arbusculares associada a espécies arbóreas nativas. Além disso, o resultado mostra que espécies nativas como a araucária, a erva-mate e a bracatinga influenciam as espécies de fungos micorrízicos arbusculares e as propriedades químicas do solo. Estes resultados abrem novas perspectivas para o manejo de áreas degradadas envolvendo fungos micorrízicos e espécies nativas.

    O artigo intitulado “Arbuscular mycorrhizal fungal community assembly in agroforestry systems from the Southern Brazil” pode ser acessado na íntegra clicando aqui.

    Parabéns aos professores Alexandre Siminski, Djalma Schmitt e Tancredo Feitosa de Souza, e aos alunos de graduação e pós-graduação envolvidos no artigo.