Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas
  • Pesquisa de professoras do ABF mostra potencial contra o câncer

    Fonte: Mauricio Mercadante/CC BY-NC-SA 2.0

    Uma pesquisa coordenada pelas professoras do ABF Evelyn Winter da Silva e Greicy Michelle Marafiga Conterato avaliou o potencial de extratos da cerejeira-do-mato (Eugenia involucrata) no combate a células de câncer de pâncreas. O estudo foi publicado na revista Food Research International e recentemente divulgado pelo portal de notícias G1. A pesquisa ainda está em fase inicial e foi realizada com culturas de células em laboratório, e por isso testes ainda são necessários para comprovar o potencial antitumoral da cerejeira-do-mato.

    Além do potencial efeito antitumoral,  a cerejeira-do-mato também é uma importante fonte de vitaminas, minerais e de compostos antioxidantes que são importantes na prevenção de doenças. Curiosamente, cada parte da planta apresentou propriedades distintas. Enquanto a folha possui atividade antitumoral, os frutos e sementes da planta tiveram maior atividade antioxidante.

    A cerejeira-do-mato é uma espécie endêmica do bioma mata atlântica e, no Brasil, ocorre desde o estado de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. A árvore é muito procurada para fins ornamentais e pode atingir de 5 a 10 metros de altura. Também é muito utilizada na recuperação de áreas degradas, pois os frutos, que se desenvolvem entre outubro e dezembro, atraem muitas aves. O fruto é caracterizado pelo sabor doce e intenso, e pode ser utilizado na fabricação de geleias, licores e sorvete.

    Acesse o espaço das professoras Evelyn e Greicy para conhecer um pouco mais sobre as pesquisas que realizam na UFSC de curitibanos.

     


  • Arte no ABF

    Laura Vezzani, bolsista da Secretaria de Arte e Cultura da UFSC que desenvolveu o projeto

    Não é só de ensino e pesquisa que vive o ABF. Diversas atividades de extensão coordenadas pelos docentes e executadas por alunos de graduação e pós-graduação também são realizadas no departamento. Um desses projetos, coordenado pelos docentes Adriana Terumi Itako e João Batista Tolentino Jr., estimula as habilidades artísticas aplicadas à área das ciências agrárias. O projeto intitulado “Desenhando e desvendando os fungos fitopatogênicos” foi realizado entre 2017 e 2020 pela bolsista da Secretaria de Arte e Cultura da UFSC Laura Vezzani, que nesse período era estudante do curso de Engenharia Florestal.

    O projeto teve como objetivo incentivar estudantes do campus no processo de criação artístico-cultural na temática de ilustração científica de microrganismos, especialmente os que causam doenças em plantas.  Durante a realização do trabalho, a estudante ilustrou mais de 15 plantas acometidas por diferentes doenças e desenvolveu pranchas ilustradas com os desenhos científicos. A ilustração das partes vegetais e seus principais sintomas iniciaram com atenção para a escala e as proporções e os detalhes foram definidos com o auxílio de instrumentos como compassos e réguas. O esboço foi realizado em grafite e as ilustrações finais foram feitas com tinta aquarelada em pastilhas ou em pasta.

    Os desenhos criados durante a execução do projeto foram apresentados no Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU) em 2018 e 2021. Além disso, os desenhos foram expostos durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia realizada no campus de Curitibanos em 2017 e 2019.  Abaixo é possível admirar alguns dos desenhos criados pela Engenheira Florestal e artista Laura Vezzani:


  • Fazendo ciência no ABF

    Os professores do ABF Alexandre Siminski e Karine Louise dos Santos publicaram um artigo científico sobre a dinâmica da regeneração natural em áreas previamente destinadas à agricultura. Nesse estudo, a estrutura da vegetação e a composição florística foram caracterizadas em remanescentes vegetais com idades entre 2 e 60 anos no estado de Santa Catarina. No total, os autores encontraram 11.455 espécies arbóreas pertencentes a 334 espécies e 71 famílias! Quanto maior o tempo de regeneração natural, mais diversas e estruturalmente complexas as florestas se tornaram.

    O trabalho publicado pelos docentes do ABF contribui para a seleção de espécies adequadas para o desenvolvimento de estratégias de restauração. Além disso, os dados gerados pelo estudo têm importantes implicações para a a restauração da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo. O artigo completo publicado na revista Frontiers in Forests and Global Change pode ser obtido gratuitamente nesse link.

    Parabéns aos docentes Alexandre Siminski, Karine Louise dos Santos e ao ABF por mais uma contribuição científica.


  • Trabalho em tempo de pandemia

    Apesar das aulas do semestre 2020/2 estarem sendo ministradas na modalidade remota, docentes e alunos continuam exercendo suas atividades de pesquisa e extensão. Recentemente, docentes vinculados ao ABF publicaram um estudo na revista Biologia sobre a comunidade de fungos micorrízicos arbusculares em um sistema agroflorestal (SAF). Além de docentes do departamento, o estudo contou com a participação de estudantes  dos cursos de graduação de Agronomia e Engenharia Florestal, e do curso de Mestrado em Ecosistemas Agrícolas e Naturais.

    Nesse trabalho, os autores mostram que a diversidade e dominância de fungos microrrízicos arbusculares no SAF e no ambiente natural foram similares. Essa informação contribui para o aumento no conhecimento sobre a estrutura da comunidade de fungos micorrízicos arbusculares associada a espécies arbóreas nativas. Além disso, o resultado mostra que espécies nativas como a araucária, a erva-mate e a bracatinga influenciam as espécies de fungos micorrízicos arbusculares e as propriedades químicas do solo. Estes resultados abrem novas perspectivas para o manejo de áreas degradadas envolvendo fungos micorrízicos e espécies nativas.

    O artigo intitulado “Arbuscular mycorrhizal fungal community assembly in agroforestry systems from the Southern Brazil” pode ser acessado na íntegra clicando aqui.

    Parabéns aos professores Alexandre Siminski, Djalma Schmitt e Tancredo Feitosa de Souza, e aos alunos de graduação e pós-graduação envolvidos no artigo.


  • Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas

    O ABF surge com o comprometimento de gerar conhecimento sobre as relações e inter-relações entre Agricultura no sentido amplo do termo, as Florestas como ambientes produtivos e de conservação e a Biodiversidade que os integra. O departamento acredita que estas três palavras representam o escopo de atuação das atividades de ensino, pesquisa e extensão do grupo, e que os conhecimentos gerados por estas ações podem ser utilizados em sistemas produtivos comprometidos com a conservação do ambiente e dos recursos naturais, ao mesmo tempo em que promovem o desenvolvimento da sociedade.



  • Processos Seletivos

    Edital 41/2020/DDP

    UFSC publica edital 41/DDP/2020 para contratação de Professor Substituto