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Estudo indica potencial de espécie de conífera para uso no Brasil

Coleta da madeira de C. lanceolata. (A) Aspecto da plantação; (B) Derrubada das árvores; (C) Seccionamento nas posições de amostragem; (D) Aspecto das folhas; (E) Marcação das amostras; (F) Exsudação de extrativos na transição madeira-casca
Um estudo recentemente publicado pelos professores Magnos Alan Vivian, Karina Soares Modes e Mário Dobner Júnior na revista Scientia Florestalis mostra o potencial de uso da espécie Cunninghamia lanceloata como matéria-prima no setor industrial, especialmente para produção de papel e celulose. A espécie C. lancelolata, conhecia popularmente como “pinheiro-chinês”, é uma das mais importantes coníferas plantadas na China. A madeira dessa espécie é considerada de ótima qualidade, sendo amplamente utilizada para construção de edifícios, casas, pontes, navios, móveis, além de mostrar potencial para fabricação de polpa celulósica.
Para avaliar o potencial do pinheiro-chinês para uso no setor industrial, a pesquisa coordenada pelos professores do ABF em parceria com a ESALQ-USP avaliou as características fisico-químicas da madeira de C. lanceolata com 24 anos de idade proveniente de uma plantação experimental em Campo Belo do Sul, Santa Catarina. Os resultados mostram que a madeira do pinheiro chinês tem baixa densidade, com teores de cinzas e extrativos dentro da faixa observada para coníferas. Além disso, os traqueídeos apresentam excelentes indicadores anatômicos para produção de papel. Dessa forma, as características físico-químicas da madeira, juntamente com o bom desenvolvimento do pinheiro-chinês nas condições edafoclimáticas brasileiras, confirmam o potencial de C. lancelolata para uso no setor industrial brasileiro.
O artigo intitulado “Características da madeira de Cunninghamia lanceolata (Chinese fir)” pode ser acessado na íntegra clicando aqui. Em breve publicaremos mais notícias sobre as atividades de pesquisa e extensão realizadas pelos docentes do ABF.
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Iniciação científica no ABF
No último dia 23 de julho foi publicado o resultado final da distribuição de bolsas de iniciação científica na UFSC. Mais uma vez o ABF foi o departamento com o maior número de docentes contemplados com bolsas PIBIC/PIBIT no
Centro de Ciências Rurais do Campus de Curitibanos. Do total de 23 bolsas recebidas pelo Centro, 12 (52,2%) foram destinadas a docentes do ABF. A iniciação científica geralmente é o primeiro contato de um aluno de graduação com a prática do método científico, sendo uma atividade essencial para o desenvolvimento do pensamento científico, para a sistematização de ideias, e a comunicação científica. Trata-se de um instrumento de aprendizagem. Para o docente, além de uma oportunidade de contribuir com o desenvolvimento intelectual do aluno supervisionado, é uma maneira de desenvolver estudos científicos na sua área de atuação.A distribuição das bolsas PIBIC/PIBIT também mostrou que o campus ainda tem muito a se desenvolver. Os campi fora da sede receberam um total de 119 bolsas PIBIC/PIBIT, o que equivale a apenas 12,7% do total recebido pela UFSC (938 bolsas), e o Campus de Curitibanos foi o que menos recebeu bolsas. No que depender do ABF, os docentes continuarão a contribuir para o desenvolvimento científico do Campus de Curitibanos.
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Efeitos de condições de frio nas taxas de crescimento da Araucária
Estudo realizado por pesquisadores de universidades do Brasil (UFSC, USP, Unissinos), Argentina (Unv. Nacional Cuyo) e Chile (Univ. Mayor), verificaram que a ocorrência de eventos de frio extremo que afetam o crescimento e podem representar uma ameaça climática para a araucária, Araucaria angustifolia. O estudo foi publicado na revista Dendrochronologia (https://doi.org/10.1016/j.dendro.2021.125858).
Um dos integrantes do estudo é o professor Marcelo Scipioni do Departamento Agricultura, Biodiversidade e Florestas, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), campus Curitibanos, especialista em árvores gigantes. Segundo o professor Marcelo, nesta pesquisa os estudiosos identificaram “anéis de geadas”, que são danos causados por congelamento do tecido. Resultados mostraram que, em geral, a ocorrência de eventos extremos de frio são ameaças à conservação da espécie, principalmente em árvores jovens, que possuem a casca fina e portanto, não protege do congelamento, formando o dano por geada no tronco da árvore. O estudo também demonstrou que o evento climático de frio extremo com presença de neve afeta o crescimento da araucária no ano posterior ao evento.
Link para maiores informações sobre o estudo:
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Pesquisa de professoras do ABF mostra potencial contra o câncer
Uma pesquisa coordenada pelas professoras do ABF Evelyn Winter da Silva e Greicy Michelle Marafiga Conterato avaliou o potencial de extratos da cerejeira-do-mato (Eugenia involucrata) no combate a células de câncer de pâncreas. O estudo foi publicado na revista Food Research International e recentemente divulgado pelo portal de notícias G1. A pesquisa ainda está em fase inicial e foi realizada com culturas de células em laboratório, e por isso testes ainda são necessários para comprovar o potencial antitumoral da cerejeira-do-mato.
Além do potencial efeito antitumoral, a cerejeira-do-mato também é uma importante fonte de vitaminas, minerais e de compostos antioxidantes que são importantes na prevenção de doenças. Curiosamente, cada parte da planta apresentou propriedades distintas. Enquanto a folha possui atividade antitumoral, os frutos e sementes da planta tiveram maior atividade antioxidante.
A cerejeira-do-mato é uma espécie endêmica do bioma mata atlântica e, no Brasil, ocorre desde o estado de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. A árvore é muito procurada para fins ornamentais e pode atingir de 5 a 10 metros de altura. Também é muito utilizada na recuperação de áreas degradas, pois os frutos, que se desenvolvem entre outubro e dezembro, atraem muitas aves. O fruto é caracterizado pelo sabor doce e intenso, e pode ser utilizado na fabricação de geleias, licores e sorvete.
Acesse o espaço das professoras Evelyn e Greicy para conhecer um pouco mais sobre as pesquisas que realizam na UFSC de curitibanos.
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Arte no ABF
Não é só de ensino e pesquisa que vive o ABF. Diversas atividades de extensão coordenadas pelos docentes e executadas por alunos de graduação e pós-graduação também são realizadas no departamento. Um desses projetos, coordenado pelos docentes Adriana Terumi Itako e João Batista Tolentino Jr., estimula as habilidades artísticas aplicadas à área das ciências agrárias. O projeto intitulado “Desenhando e desvendando os fungos fitopatogênicos” foi realizado entre 2017 e 2020 pela bolsista da Secretaria de Arte e Cultura da UFSC Laura Vezzani, que nesse período era estudante do curso de Engenharia Florestal.
O projeto teve como objetivo incentivar estudantes do campus no processo de criação artístico-cultural na temática de ilustração científica de microrganismos, especialmente os que causam doenças em plantas. Durante a realização do trabalho, a estudante ilustrou mais de 15 plantas acometidas por diferentes doenças e desenvolveu pranchas ilustradas com os desenhos científicos. A ilustração das partes vegetais e seus principais sintomas iniciaram com atenção para a escala e as proporções e os detalhes foram definidos com o auxílio de instrumentos como compassos e réguas. O esboço foi realizado em grafite e as ilustrações finais foram feitas com tinta aquarelada em pastilhas ou em pasta.
Os desenhos criados durante a execução do projeto foram apresentados no Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU) em 2018 e 2021. Além disso, os desenhos foram expostos durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia realizada no campus de Curitibanos em 2017 e 2019. Abaixo é possível admirar alguns dos desenhos criados pela Engenheira Florestal e artista Laura Vezzani:
- Antracnose da goiaba-serrana
- Sarna da macieira
- Fungo Penicillium sp. na poncã
- Seca das ponteiras no Pinus sp.
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Fazendo ciência no ABF
Os professores do ABF Alexandre Siminski e Karine Louise dos Santos publicaram um artigo científico sobre a dinâmica da regeneração natural em áreas previamente destinadas à agricultura. Nesse estudo, a estrutura da vegetação e a composição florística foram caracterizadas em remanescentes vegetais com idades entre 2 e 60 anos no estado de Santa Catarina. No total, os autores encontraram 11.455 espécies arbóreas pertencentes a 334 espécies e 71 famílias! Quanto maior o tempo de regeneração natural, mais diversas e estruturalmente complexas as florestas se tornaram.O trabalho publicado pelos docentes do ABF contribui para a seleção de espécies adequadas para o desenvolvimento de estratégias de restauração. Além disso, os dados gerados pelo estudo têm importantes implicações para a a restauração da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo. O artigo completo publicado na revista Frontiers in Forests and Global Change pode ser obtido gratuitamente nesse link.
Parabéns aos docentes Alexandre Siminski, Karine Louise dos Santos e ao ABF por mais uma contribuição científica.
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Trabalho em tempo de pandemia
Apesar das aulas do semestre 2020/2 estarem sendo ministradas na modalidade remota, docentes e alunos continuam exercendo suas atividades de pesquisa e extensão. Recentemente, docentes vinculados ao ABF publicaram um estudo na revista Biologia sobre a comunidade de fungos micorrízicos arbusculares em um sistema agroflorestal (SAF). Além de docentes do departamento, o estudo contou com a participação de estudantes dos cursos de graduação de Agronomia e Engenharia Florestal, e do curso de Mestrado em Ecosistemas Agrícolas e Naturais.Nesse trabalho, os autores mostram que a diversidade e dominância de fungos microrrízicos arbusculares no SAF e no ambiente natural foram similares. Essa informação contribui para o aumento no conhecimento sobre a estrutura da comunidade de fungos micorrízicos arbusculares associada a espécies arbóreas nativas. Além disso, o resultado mostra que espécies nativas como a araucária, a erva-mate e a bracatinga influenciam as espécies de fungos micorrízicos arbusculares e as propriedades químicas do solo. Estes resultados abrem novas perspectivas para o manejo de áreas degradadas envolvendo fungos micorrízicos e espécies nativas.
O artigo intitulado “Arbuscular mycorrhizal fungal community assembly in agroforestry systems from the Southern Brazil” pode ser acessado na íntegra clicando aqui.
Parabéns aos professores Alexandre Siminski, Djalma Schmitt e Tancredo Feitosa de Souza, e aos alunos de graduação e pós-graduação envolvidos no artigo.
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Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas
O ABF surge com o comprometimento de gerar conhecimento sobre as relações e inter-relações entre Agricultura no sentido amplo do termo, as Florestas como ambientes produtivos e de conservação e a Biodiversidade que os integra. O departamento acredita que estas três palavras representam o escopo de atuação das atividades de ensino, pesquisa e extensão do grupo, e que os conhecimentos gerados por estas ações podem ser utilizados em sistemas produtivos comprometidos com a conservação do ambiente e dos recursos naturais, ao mesmo tempo em que promovem o desenvolvimento da sociedade.
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Processos Seletivos
Edital 41/2020/DDP
UFSC publica edital 41/DDP/2020 para contratação de Professor Substituto










